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Reunião MAM

Reunião MAM

Reunião MAM – Museu de Arte de Mogi

O objetivo da reunião é somar esforços para que possamos conseguir a implantação do Museu de Arte na cidade. O poder público tem suas falhas, mas na reunião devemos nos concentrar nas ações que vão contribuir para a realização deste sonho.

Queremos aproveitar que os holofotes estão acessos para o lado das artes e conquistar espaços com apoio de todos: Poder público e privado.

Renovamos a informação de que a reunião não será um foro de reclamações, os quais desde já solicitamos para todos aqueles simpatizantes exaltados ou revoltados com a política cultural da cidade, que respeitem a reunião.

      Sugestão de Pauta

1 – Depoimento de artistas mogianos sobre a importância de um museu na cidade;

2 – Posicionamento da Secretária da Cultura;

3– Proposta da criação de uma Associação Pró-Museu, (AMA – Associação Museu de Arte), visando a implantação e a realização do MAM;

4-  Estratégias e ações para a realização da idéia.

Texto sobre Museu de Arte

Segundo Carol Duncan, os museus de arte sempre foram comparados com antigos monumentos cerimoniais, tais como palácios e templos. De fato, desde o século dezoito até a primeira metade do século vinte, foram deliberadamente projetados para se parecerem com eles.

Alguém poderá objetar que este empréstimo do passado arquitetural pode ter somente um sentido metafórico e não deveria ser tomado por nada mais além disso, desde que a nossa é uma sociedade secular e os museus são uma invenção secular. Se as fachadas dos museus imitaram templos ou palácios, não teria sido simplesmente porque o gosto moderno tentou simular o balanço formal e a dignidade destas estruturas? Ou que desejaram associar o poder de antigas crenças com o atual culto à arte?  Qualquer que seja o motivo dos construtores (assim continua a objeção), os templos gregos e os palácios renascentistas que abrigam coleções públicas de arte, no contexto de nossa sociedade, podem apenas significar valores seculares, e não crenças religiosas.

Seus portais conduzem somente para passatempos racionais, não ritos sagrados. Nós somos, em suma, umas culturas pós-iluminista; uma na qual o secular e o religioso são categorias opostas.

Certamente é o caso que nossa cultura classifica construções religiosas, tais como igrejas, templos e mesquitas, em categorias diferentes de prédios seculares como museus, tribunais ou sedes governamentais.

Cada tipo de prédio é associado com um tipo equivalente de verdade e designado para um ou outro lado na dicotomia religioso/secular. Esta dicotomia, que estrutura uma parcela tão grande do mundo do público moderno e que hoje parece tão natural, tem sua própria história.

Ela forneceu o fundamento ideológico para o projeto iluminista de quebrar o poder e a influência da Igreja.  No final do século dezoito, esta tarefa havia minado com sucesso  a autoridade da doutrina religiosa — se nem sempre na prática, pelo menos na política e na teoria filosófica ocidental.

Eventualmente, a separação entre Igreja e estado se tornou lei. Todos sabem como a história continua: a verdade secular se tornou a verdade oficial; a religião, muito embora garantida em matéria de escolha pessoal livre, manteve sua autoridade apenas para crentes voluntários.

É a verdade secular — verdade que é racional e verificável — que assume o status de verdade “objetiva”. É esta “Verdade” entre as verdades que ajuda a ligar uma comunidade em um corpo civil, providenciando uma base universal de conhecimento e validando seus mais altos valores e memórias mais caras.

Os museus de arte se tornaram decisivos para este reinado de conhecimento secular, não apenas por causa das disciplinas científicas e humanistas ali praticadas — conservação, história da arte, arqueologia — mas também por causa do seu status como preservadores da memória cultural da comunidade.

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